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AIRES DE GAMEIRO
CARLOS MENSIL
DIANA POLICARPO
DIOGO EVANGELISTA
GONÇALO PRETO
HORÁCIO FUTUOSO
INÊS NORTON
JOANA ESCOVAL
PAULO ARRAIANO
TERESA BRAULA REIS

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Active Synthesis é uma exposição que pretende criar novos diálogos com as gerações mais jovens de artistas portugueses, e que conta com a participação de dez artistas que atualmente vivem e trabalham em Portugal.

A exposição tem como ponto de partida o imaginário dos jogos de sobrevivência, que de forma transversal à realidade representam uma espiral cíclica de repetições, ao longo do qual os momentos de crise e retrocesso na compreensão humana do Universo são tão inevitáveis quanto o progresso global da espécie humana.

O título da exposição é um conceito abordado pelo filósofo francês Gilles Deleuze no seu livro Diferença e Repetição, publicado em 1968. Um dos seus pontos mais importantes é que, na história, como na filosofia, tanto a diferença quanto a repetição sempre foram entendidas como negativas, qualidades derivativas que só existem em relação a uma entidade única. Assim como Deleuze, os jogos de sobrevivência tentam entender a diferença em si e a repetição, não como algo finito, mas como uma reinvenção, uma “força ativa que produz diferença”.

Estas ideias são exploradas na exposição Active Synthesis através de manifestações artísticas recentes. Ainda assim, um exame mais detalhado revela diferenças cruciais entre iterações, o que diz muito acerca das condições sociais e políticas, da expressão individual e a alegria da invenção artística Portuguesa.

Este grupo de artistas apresentam-nos obras que exploram ideias de diferença dentro da repetição. Focam a nossa atenção em detalhes subtis, à medida que estranhas narrativas se misturam, interconectam e fantasiam sobre o passado, presente e futuro. Vários temas são comuns a distintos corpos de trabalho. Algumas obras exploram conceitos da intervenção humana e suas fragilidades, ou a importância do toque humano no processo criativo. Outros desafiam a conformidade e a padronização que podem ser impostas pelo clima político, rituais religiosos ou tecnologia.

As peculiaridades da comunicação e o poder manipulador da linguagem são outro motivo recorrente. E, por fim, nuances ainda não descobertas, ou talvez, algo a ser encontrado novamente.

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